Idealizador do Projeto
Entender o conceito de Rizoma é a chave para dar vida ao museu. É um conceito filosófico fascinante e, uma vez que você o entende, percebe como ele é perfeito para repensar o que um museu pode ser.
Vamos dividir a explicação em duas partes: a origem botânica, o conceito filosófico.
De forma simples, um rizoma é um tipo de caule subterrâneo que cresce horizontalmente. Diferente de uma árvore, que tem uma raiz principal e um tronco de onde tudo cresce para cima de forma hierárquica, o rizoma se espalha sem um centro ou uma direção definida.
Pense em:
A principal característica é: qualquer ponto pode se conectar a qualquer outro ponto.
Os filósofos franceses Gilles Deleuze e Félix Guattari pegaram essa ideia da botânica e a usaram como uma metáfora para descrever uma forma de pensar e organizar o conhecimento que se opõe ao modelo tradicional, que eles chamaram de “pensamento arborescente” (em forma de árvore).
O pensamento de árvore é:
O pensamento rizomático é o oposto:
Para os autores, a internet é um exemplo perfeito de rizoma. Não há um “site central”, e qualquer página pode ter um link para qualquer outra, criando uma teia infinita de conexões. Uma cidade também é um rizoma: você pode percorrê-la por infinitos caminhos, e os encontros que acontecem nela conectam pessoas e histórias de formas imprevisíveis.
Em resumo: Rizoma é um modelo de pensamento e organização baseado em redes, conexões horizontais e multiplicidade, que se opõe à ideia de hierarquia, centro e linearidade.
Para o museu, é a declaração de que o conhecimento é uma teia infinita e fascinante, e o papel da instituição não é ditar o caminho, mas sim oferecer os pontos e convidar o público a tecer suas próprias conexões.
“Rizoma” é um nome com uma potência conceitual imensa e que se alinha perfeitamente com as discussões mais contemporâneas da Museologia. Ele sugere um espaço vivo, não-linear e em constante mutação.
Somos o Projeto Rizoma.