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Você já é um ciborgue

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(e nós podemos provar)

A palavra “ciborgue” nos faz pensar em futuros distópicos e ficção científica. Mas e se disséssemos que a condição de ciborgue é a característica mais fundamental da humanidade? Desde a primeira pedra afiada que estendeu a força da nossa mão, nós somos seres que se fundem com a tecnologia para superar nossos limites. Você que está lendo isso, com seus óculos, seu smartphone ao lado, seu tênis no pé — você já é um ciborgue.

 

É essa verdade surpreendente que exploramos em nossa nova exposição, Corpo-Máquina: Breve história das nossas próteses. Aqui, usamos a palavra “prótese” em seu sentido mais amplo e poderoso: qualquer objeto que estende nosso corpo e nossas habilidades. A exposição faz a pergunta essencial: onde, exatamente, termina o nosso corpo e começa a ferramenta que o aprimora?

 

Desafiando as divisões tradicionais dos museus, colocamos lado a lado objetos de ciência, tecnologia, arte e etnografia. Um par de óculos, uma máscara ritual africana e um smartphone são tratados aqui como tecnologias equivalentes, pois todos têm a mesma função primordial: modificar a percepção, estender o alcance e transformar a identidade de quem os utiliza.

 

Uma jornada pelas extensões do seu corpo

Nossa galeria foi organizada em zonas sensoriais, permitindo que você explore as inúmeras maneiras como ampliamos nossas capacidades:

  • Extensões da Visão: Viaje de um simples par de óculos a um telescópio antigo e a um headset de realidade virtual, questionando como cada um constrói um “real” diferente.

  • Extensões do Tato: Sinta a conexão entre um martelo, uma luva cirúrgica e um joystick de videogame, compreendendo todos como próteses que refinam ou amplificam a ação das nossas mãos.

  • Extensões da Memória: Veja como um lápis (a prótese do pensamento), um livro antigo, um HD externo e o seu perfil em uma rede social são todos ferramentas para combater a impermanência da mente.

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O acervo é um espelho da nossa existência híbrida. Você encontrará desde as próteses mais humildes até as mais complexas, como um braço biônico de última geração e avatares digitais que funcionam como extensões da nossa identidade no mundo virtual.

 

Corpo-Máquina é um convite para reconhecer a tecnologia não como algo externo e frio, mas como a parceira íntima e inseparável da nossa jornada como espécie. Venha descobrir as fascinantes próteses que você usa todos os dias sem perceber.

 

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