Traduzindo o Intraduzível

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Como se explica uma cor a quem não vê?

Como você explicaria o sentimento da saudade para uma inteligência artificial? Como traduziria a sua canção favorita em uma pintura? Ou a beleza de um pôr do sol em uma equação matemática? Todos os dias, nós tentamos traduzir o intraduzível. É o cerne da comunicação, da arte e da ciência.

 

Nossa nova exposição, Traduzir o intraduzível: Do poema à equação, explora a ideia de que todo ato de conhecimento é, fundamentalmente, um ato de tradução. Um cientista que descreve um fenômeno natural com uma fórmula, um poeta que captura uma emoção em um verso, e um músico que transforma uma ideia em som estão todos fazendo a mesma coisa: traduzindo a realidade para um sistema de signos.

 

Esta exposição celebra a beleza estonteante desse esforço, mas também a sua inevitável e gloriosa falha. Em toda tradução, algo se perde, mas é precisamente nessa “perda” que a criatividade, a metáfora e a genialidade humana florescem. De forma metalinguística, a própria exposição se revela como um ato de tradução: nosso trabalho como curadores é traduzir a história de um objeto e a pesquisa acadêmica em uma experiência que você pode sentir e percorrer.

 

Uma experiência, múltiplas linguagens

Não espere uma galeria tradicional. Aqui, cada conceito é apresentado como um poliglota. Pegue a palavra “Saudade”, por exemplo. Em uma única instalação, você encontrará suas múltiplas traduções:

  • A fria definição de um dicionário.

  • Um poema de Fernando Pessoa que a evoca.

  • Uma canção de Dorival Caymmi tocando em fones de ouvido.

  • Um gráfico de ressonância magnética mostrando a atividade cerebral de alguém sentindo nostalgia.

  • Uma pintura abstrata que tenta, sem palavras, capturar visualmente o sentimento.

 

Qual dessas “traduções” é a mais correta? Nenhuma. E todas. Traduzir o intraduzível é um convite para explorar os limites e a incrível plasticidade da comunicação humana.

 

Venha descobrir as infinitas linguagens que usamos para contar a mesma história: a nossa.

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